28 julho 2014

O Diagnóstico e as dificuldades de aprendizagem

Atualmente tem sido muito comum o encaminhamento das crianças com dificuldades escolares, que nos procuram a pedido das escolas. 
As principais queixas relatadas pelos pais e educadores,são as dificuldades de atenção, memória, concentração e também de falhas no processo de alfabetização.
Alguns pais nos procuram aflitos trazendo muitas vezes a suspeita do diagnóstico de distúrbios como a dislexia e o TDAH. 
Devemos ter cautela quanto ao levantamento precoce de suspeitas como essas. Para chegarmos a um diagnóstico, por exemplo de dislexia, a criança será avaliada por vários profissionais, e a este processo damos o nome de Avaliação Multidisciplinar.
Nesta avaliação, as crianças e/ou adolescentes, farão:
• Avaliação Neuropsicológica;
• Avaliação Psicopedagógica;
• Avaliação da Acuidade e do Processamento Auditivo e Visual;
• Avaliação Fonoaudiológica;
• Avaliação Médica de neurologista e/ou psiquiatra infantil, para compreender o funcionamento cerebral do paciente.
Sem estas avaliações, um profissional não pode fechar um diagnóstico ou produzir um laudo. Dentro de sua especialidade, ele até poderá suspeitar de um quadro, sinalizando suas suspeitas, no entanto a discussão e a troca entre todos os profissionais envolvidos com este processo de avaliação é que serão conclusivos para se chegar a uma resposta.
As causas das dificuldades escolares poderão ser várias, como emocionais, pedagógicas, orgânicas, entre outras. 
E é somente neste processo de avaliação que poderemos discutir com prudência e respeito sobre as particularidades de cada caso e assim chegarmos a importantes respostas que irão nortear as intervenções necessárias para levar a criança ou o jovem de volta para o caminho de aprendizagens positivas.

A escolha destes profissionais é de responsabilidade dos pais, mas caso seja de seu interesse,  aqui em nosso espaço, além do meu trabalho como Psicopedagoga, contamos também com a parceria de profissionais da área da Psicologia e Fonoaudiologia.



19 maio 2014

Você conhece o "Programa de Enriquecimento Instrumental - PEI" e a experiência da aprendizagem mediada?

Aqui no Espaço Psicopedagógico Granja Viana, nós também gostamos de aprender. E por isso estamos sempre em busca de ferramentas e estratégias que possam ajudar os pais, crianças e adolescentes que nos procuram, a encontrar um caminho mais rico, desafiador e significativo para a aprendizagem.
O PEI vem de encontro a esta necessidade e tem há muitos anos contribuído com a educação.
Trata-se de um método aplicado por um professor de psicologia israelense e especialista no campo de desenvolvimento da criança. Ele acredita que todos nós independente de nossas dificuldades, possuímos o potencial necessário à mudança, desde que nos seja dada a oportunidade de desenvolvermos  habilidades de pensamento eficientes e que nos tornarão aprendizes independentes e autônomos. É a modificabilidade cognitiva através da interação, da aprendizagem mediada. Através de situações planejadas do mediador( psicopedagogo) o indivíduo passará a desenvolver e/ou  aprimorar funções cognitivas deficientes e que formam os pré-requisitos do pensamento eficiente, levando a uma aprendizagem efetiva.
São nossos objetivos ao trabalhar com a experiência da aprendizagem mediada:
  • estimular a aprendizagem e a autonomia do estudante;
  • liberar o seu potencial;
  • contribuir para a utilização de habilidades efetivas de pensamento;
  • remediar disfunções cognitivas;
  • trabalhar a metacognição, o "pensar sobre o pensar";
  • promover situações de interação, questionamento e reflexão. 
 Vamos conhecer?

Daniela M. Leal
Psicopedagoga Clínica
ABPp nº12941


A Psicopedagogia e a Experiência da Aprendizagem Mediada - P.E.I

No Espaço Psicopedagógico Granja Viana, os atendimentos estão embasados numa perspectiva humanista.
A grande preocupação que temos é a de fazer com que a aprendizagem da criança e do adolescente venha novamente a ocupar uma posição de destaque em sua vida. Muitas das crianças que aqui chegam, possuem uma história de fracasso escolar e consequentemente algumas dificuldades emocionais, como: insegurança, falta de perspectiva e baixa autoestima.
A Experiência da Aprendizagem Mediada, no Programa de Enriquecimento Instrumental , de Reuven Feuerstein , veio contribuir para que as crianças do nosso Espaço contem com melhores possibilidades para aprender.
Essa teoria de modificabilidade cognitiva, criada em Israel, acredita na constante capacidade de todo ser humano em modificar-se, e na importância da mediação para a aprendizagem significativa do sujeito.
O Mediador tem a capacidade de promover no aprendiz condições de utilizar seus recursos cognitivos para interpretar e relacionar o conhecimento, reconstruí-lo e se fazer autônomo na busca por novas aprendizagens e descobertas. 
E sempre atribuindo sentido para aquilo que aprende!
Espera-se que todos esses ganhos sejam transferidos para o dia a dia do estudante, na sua postura diante do novo e o seu compromisso e envolvimento com as tarefas escolares.

      Um momento...deixe-me pensar!!
 
INSTRUMENTO P.E.I - Programa de Enriquecimento Instrumental

Daniela Leal
    Atende na Granja Viana em Cotia
    Cel.9 70520328




21 junho 2013

A Psicopedagogia numa visão humanista das dificuldades de aprendizagem

As dificuldades para aprender um conteúdo em específico, podem aparecer eventualmente na vida de qualquer um de nós. Outras vezes percebemos que a relação afetiva da criança com o professor, com o conteúdo ou com uma disciplina específica fica comprometida, e a criança ou adolescente sente-se fracassado em suas tarefas e avaliações escolares.
Isso na maioria das vezes acarreta baixa autoestima e os aprendentes podem apresentar diversos sintomas, sinalizando que algo não vai bem, como por exemplo, dificuldades de relacionamento, desatenção, agressividade, apatia, entre outras manifestações.
Mas quem nunca teve dificuldades para aprender?


Entendemos que estes obstáculos fazem parte do processo de aprendizagem. No entanto, quando são muito intensos e recorrentes, os pais procuram ajuda e precisamos intervir.
A psicopedagogia surge neste momento, e passa a contribuir oferecendo a aprendizes e seus responsáveis no processo de ensino-aprendizagem, a oportunidade de acompanha-los neste caminho através de diferentes propostas que poderão fazer com que avancem e conquistem maior autonomia e prazer em seus afazeres como estudantes.
A psicopedagogia fundamentada na abordagem humanista busca trazer de volta uma relação positiva de crianças e adolescentes com a aprendizagem. Segundo Mizukami (1986), através desta maneira de entender o ser humano e a forma como aprende, passamos a acreditar que o ensino está centrado na pessoa,  Desenvolve-se assim a atitude de confiança e respeito ao aluno e privilegiam-se tarefas onde ele se sinta envolvido plenamente.
O aprendente sente-se mobilizado para descobertas e novas aprendizagens através da estimulação multissensorial, da vivência de jogos e propostas com o foco no desenvolvimento de sua representação simbólica e subjetividade. Ou seja, a pessoa está incluída no processo de ensino-aprendizagem, possuindo importância centralizada.
Cabe ao educador, desenvolver a sua capacidade de ser capaz de trocar experiências, promover o estudo e a reflexão, com o propósito de transformar a educação e formar um homem mais livre, autônomo, responsável e conhecedor de suas potencialidades. 
Freinet, um educador francês que representa a educação humanista, acreditava que a maior conquista na educação é o alcance da vida humana plena e digna, apropriando-se da cultura e da cidadania. Uma educação democrática, pluralista, aberta e crítica, atenta às diferenças e necessidades culturais e individuais. 
Com este propósito a psicopedagogia clínica ou preventiva colabora para que todos os envolvidos com a criança ou adolescente, compreendam a importância de um trabalho integrando a instituição de ensino, a família e outros profissionais que estejam envolvidos no processo.
E você? Qual tem sido a sua contribuição para formar pessoas confiantes e seguras de que possuem inteligências diversas e são capazes de superar suas dificuldades e desafios?


12 junho 2013

Aprendizagem e a afetividade

 Leio e releio Celso Antunes muitas vezes. Seus textos conversam com o leitor o tempo todo e num de seus "pequenos frascos", o autor aborda sobre a aprendizagem e os seus facilitadores.
Na psicopedagogia, nos ocupamos em estudar como se dá aprendizagem. Um processo muito interessante e que depende de alguns fatores para que aconteça de maneira saudável, seja na criança que traz alguma necessidade especial ou não. Então o autor nos diz, que a aprendizagem resulta de uma combinação de ingredientes, que se misturam através da recepção e da troca de informações entre o meio ambiente e diferentes centros nervosos do cérebro.
Explica que o meio ambiente fornece estímulos que são transformados pelo córtex cerebral em sensações, que evoluem para o estágio das percepções e em imagens com significados.
Neste movimento, estes estímulos se juntam a outros saberes que nós já possuímos e evoluem, para o que ele chama de percepção global. Assim temos a assimilação, a aprendizagem e o pensamento.
Mas como mencionei no início para que esta aprendizagem aconteça, alguns facilitadores são fundamentais:

  • a motivação;
  • a curiosidade e a alegria pela descoberta de algo novo;
  • satisfação pela conquista e pelo resultado obtido;
  • um ambiente estimulante e bom;
  • a empatia do professor;
  • o relacionamento com os colegas.
Assim, o conhecimento não se configura como um retrato fiel da realidade, uma cópia de algo, mas uma transformação da informação que chega e a associação com os saberes que já possuímos, e tudo permeado pela afetividade, num processo dinâmico de construir e reconstruir interiormente nossos conhecimentos.

Bibliografia
Antunes, Celso. O Jogo e a Educação Infantil. Fascículo 15. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. 



05 junho 2013

Desenvolvimento Psicomotor e a Alfabetização

imagem do Blog Prof. Sergio Castro
As crianças podem se comportar de maneiras diferentes na forma como se desenvolvem, pois os estímulos, os hábitos familiares e consequentemente a experiência vivida de cada um variam. Entretanto algumas características das fases de seu desenvolvimento são comuns a todas as crianças. 
É muito importante que pais e professores estejam atentos aos movimentos da criança, que façam visitas e consultas regulares ao pediatra, cuidando para que o seu desenvolvimento psicomotor esteja sendo assistido e estimulado adequadamente.
Para a alfabetização de uma criança, é necessário que se considere toda a sua história  e como veio se desenvolvendo até aqui. É importante saber se correu tudo bem por exemplo, com o desenvolvimento da sua  linguagem e como foi, quando começou a dar os primeiros sinais de querer rolar, sentar, engatinhar e finalmente, andar.
Diríamos que aspectos neurológicos e outros como: coordenação viso-motora,ritmo, análise e síntese visual e auditiva, lateralidade, esquema corporal, orientação espacial e temporal, percepção, estão relacionados ao desenvolvimento motor, se unem harmonicamente e irão formar a base do sucesso da alfabetização. 

Alguns distúrbios de aprendizagem da leitura e da escrita, como por exemplo a dislexia, a disgrafia e a disortografia, podem estar associadas a dificuldades psicomotoras, como a percepção visual e auditiva, lateralidade, coordenação viso motora,etc. Desta forma, a criança poderá ter dificuldade em:

  •  chutar e pegar uma bola;
  •  pular corda ;
  •  amarrar o cadarço;
  •  se confunde ao identificar lado direito e esquerdo;
  •  pode cair com facilidade ou ser considerada desajeitada, etc.
O diagnóstico destes distúrbios é muito criterioso e multidisciplinar, ou seja, envolve sempre a participação de outros profissionais, como por exemplo, o neurologista, o oftalmologista, etc. Como profissional da psicopedagogia, além de contribuir com observações e relatos de como a criança respondeu aos diferentes estímulos e propostas, também realizamos as intervenções, planejando situações que irão contribuir para que estes déficits sejam minimizados e a criança possa avançar ainda mais em seu processo de ensino e aprendizagem.






03 junho 2013

Diagnóstico Psicopedagógico

Geralmente recebemos a criança para atendimento psicopedagógico, quando a escola formalizou uma queixa, levantando algumas questões pedagógicas que estão preocupando e interferindo no bom andamento do processo de ensino e aprendizagem. São queixas comuns: a dificuldade na alfabetização, a troca de letras, a dificuldade na leitura, na relação da criança com conteúdos matemáticos, letra incompreensível,  dificuldades relacionadas a atenção, memória, concentração, além de dificuldades psicomotoras e de relacionamento. Com esta queixa formalizada pela escola ou não, os pais procuram apoio.
A Avaliação ou o diagnóstico psicopedagógico inicia  logo após a entrevista inicial, geralmente marcada através de um contato telefônico. Neste primeiro encontro é possível conversar sobre a queixa trazida pelos pais e professores, conhecer um pouquinho sobre a criança ou adolescente e também a respeito da escola em que está matriculada(o).
Nesta conversa, tratamos então de nos conhecer, explico sobre o meu trabalho,sobre as possibilidades de horários e no próximo encontro, agora somente com a criança, partimos para a fase da avaliação.
Este processo será acontece em algumas sessões, através de testes específicos para cada idade, jogos e diferentes materiais. Tem como objetivo considerar a criança em seus diversos contextos, biológico, afetivo e cognitivo.
Será possível conhecer:

  • o seu  nível de escrita e leitura;
  • como ele(a) se relaciona com a aprendizagem, o seu vínculo com a escola, com a família e consigo mesmo;
  • a sua modalidade de aprendizagem;
  • a história de vida do paciente até o momento;
  • em qual  nível cognitivo se encontra, ao realizar a prova do diagnóstico operatório. Nesta etapa, analiso o funcionamento e o desenvolvimento das funções lógicas do paciente. Irei conhecer seu nível cognitivo e se há defasagem em relação à sua idade cronológica. 
 Ao final do diagnóstico, com todas estas informações tão valiosas para que possamos entender o que está acontecendo com o aprender desta criança ou adolescente, iremos conversar mais uma vez. E nesta oportunidade, entregarei um documento chamado Relatório Psicopedagógico, contando sobre o que foi observado nas sessões e se haverá a necessidade de continuar com o atendimento psicopedagógico, passando para a fase da intervenção. 
E principalnente, solicitar outros encaminhamentos se necessário, como por  exemplo, uma avaliação de um oftalmologista, otorrino, fonoaudiólogo, etc.
Espero ter contribuído para que vocês conheçam mais sobre o papel do psicopedagogo e o que faz neste processo diagnóstico. É importante ressaltar que passado este primeiro momento, está previsto também no meu trabalho conhecer a escola e interagir com os professores da criança, para que eu possa auxiliá-los na dinâmica pedagógica, caso haja esta necessidade.
 
Aguardo seu contato.
Tel: 970520328

Daniela Morenilla Leal
Psicopedagoga Clínica e Institucional, Pedagoga e mãe.
Atuo na Granja Viana, no Espaço Integração.
Estamos próximos a região do Butantã, num espaço muito especial em meio a natureza, cheio de tranqüilidade.

http:www.espacointegracao.com.br